O que é o Blog!

Cada um de nós observa o mundo diante de suas próprias perplexidades. E também de sua sensibilidade. O mundo me fascina e sou observadora cuidadosa e atenta. A poesia e a dor da realidade. A música e o silêncio que tanto servem para meditar como para ensurdecer os sentidos. Um pouco de mim, muito de todos nós, basta querer revelar, com enorme sutileza. Minhas leituras, meus sons, minhas impressões, tudo ofereço a vocês, se assim o quiserem. E tudo diante da soberania e da Graça de Deus!

domingo, abril 03, 2011

Coisas estranhas e tristes.

Como as pessoas ditas "intelectuais" são estranhas. 
Perdi uma seguidora ex-blogueira depois que passei a postar versículos bíblicos no Facebook e no Twitter. 
E a democracia, onde fica? 
E a liberdade de expressão? 
E o respeito pelas crenças do próximo? 
Nossa, tanto preconceito incompatível com quem tem um mínimo de discernimento!

Preconceito

Não é possível aceitar atitudes de PRECONCEITO vinda de cristãos!
JESUS jamais fez acepção de pessoas, ao contrário enfatizou o mandamento de AMAR o próximo como amamos a nós mesmos!
Fico envergonhada com alguns posts que leio no Twitter ou no Facebook.
PRECONCEITO é total atestado de ignorância!
Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente.

Lutas Insanas

Meu querido pai sempre me dizia: Não se perca em lutas insanas, onde só há desgaste e nenhum bem coletivo, a única luta individual que vale a pena é com você mesmo, no aprimoramento do seu caráter.
E depois de tanta incompreensão e cansaço, lembrei-me hoje desse conselho. Portanto, chega.
Quero PAZ na sua mais completa expressão, sem ironias, sem conversas que depreciam, com aqueles que entendem deter o monopólio da verdade.
Esse monopólio para mim tem apenas um nome: JESUS e o desafio diário é a pratica da Fé de forma digna, sem ofender ou magoar o seu semelhante!

terça-feira, março 22, 2011

A compaixão diferencia-se de outras formas de comportamento prestativo humano no sentido de que seu foco primário é o alívio da dor e sofrimento alheios.

Compaixão (do latim compassione) pode ser descrito como uma compreensão do estado emocional de outrem; não deve ser confundida com empatia. A compaixão frequentemente combina-se a um desejo de aliviar ou minorar o sofrimento de outra pessoa, bem como demonstrar especial gentileza com aqueles que sofrem. A compaixão pode levar alguém a sentir empatia por outra pessoa. A compaixão é frequentemente caracterizada através de ações, na qual uma pessoa agindo com espírito de compaixão busca ajudar aqueles pelos quais se compadece. A compaixão diferencia-se de outras formas de comportamento prestativo humano no sentido de que seu foco primário é o alívio da dor e sofrimento alheios. Atos de caridade que busquem principalmente conceder benefícios em vez de aliviar a dor e o sofrimento existentes são mais corretamente classificados como atos de altruísmo, embora, neste sentido, a compaixão possa ser vista como um subconjunto do altruísmo, sendo definida como o tipo de comportamento que busca beneficiar os outros minorando o sofrimento deles.
Pintura: Compaixão, de Adolphe Bouguereau (1897).


"Tenho compaixão desta gente, porque há três dias que permanecem comigo e não têm o que comer”. 
Marcos 8:2

sábado, março 05, 2011

Repensando CHRISTOPHER HITCHENS

Repensando CHRISTOPHER HITCHENS

O que confere credibilidade e autoridade a um jornalista, especialmente aqueles que emitem opiniões e análises sobre assuntos que calam fundo aos cidadãos, é acima de tudo, a fidelidade e a constância dos comentários de seus leitores. É óbvio que o preparo intelectual mínimo é indispensável a quem se propõe a escrever sobre política, comportamento, fé e outros contextos na linha do perigo e do cuidado. Eu, particularmente, tenho meus ícones (não gosto da palavra ídolo) e jamais, nesses anos todos de vivência na leitura, anotei qualquer incoerência em Villas-Bôas CorrêaMestre da análise política ou em Zuenir Ventura, um cronista admirável pela perspicácia do cotidiano e a linguagem deliciosa de ser lida. Nunca foram desmentidos e nem escreveram tolices, ao contrário, recebem diariamente a homenagem de seus colegas de ofício e, principalmente, de seus leitores. Fico apenas nesses dois, embora a cada dia surjam grandes jornalistas.

Bem, vamos ao Christopher Hitchens. Em que pese a sua habilidade em se expressar, ele vem se inserindo, através de seus artigos, naquela arrogante categoria dos que escrevem com o objetivo principal de chocar, impactar e promover expurgos julgadores. Deve ter seu público, pois se não fosse assim revistas e jornais de grande alcance não o publicariam. Eu somente o leio porque assino Época e lá está ele. Não tem jeito! Christopher Hitchens tem uma compulsão incrível em proclamar a inexistência de Deus, em palavras, vídeos, conferências. No youtube há um número enorme de vídeos em que ele traça argumentações das mais intrincadas (na análise de muitos teólogos, ridículas) para tentar provar a sua tese. Como se tal mister fosse o seu objetivo de vida! Aliás, não entendo porque as pessoas que não acreditam na essência de Deus são muito mais preocupadas em demonstrar sua convicção do que aquelas que possuem sua fé plena e tranquila.

Não satisfeito em qualquer artigo ou palestra desancar – usando palavras grosseiras e a arrogância de quem se acha acima de todos - com a crença de cristãos, judeus, muçulmanos ou quem quer que acredite na existência de Deus, ele agora, estribado num fato que é consenso de qualquer ser civilizado – a liberdade de expressão - partiu de maneira estúpida, no seu artigo mais recente, 'É preciso pedir desculpas aos fundamentalistas?' publicado na revista Época de 15/03/2010 (clique aqui http://bit.ly/9SptsP para ler a coluna completa). Bem, na coluna ele reclama da carta recebida de um escritório de advocacia da Arábia Saudita, representando quase cem mil muçulmanos enviada a um grupo de jornais na Escandinávia. A carta narra a indignação dos clientes com as caricaturas de Maomé, em 2005. Não concordo, de maneira alguma, com os termos da carta, nem aceito fundamentalismo de qualquer tendência.

No entanto, o mundo livre, em sua imensa maioria, sejam cristãos, judeus, muçulmanos, budistas, xintoístas, etc. não apreciam ver os seus símbolos religiosos colocados como zombaria. E a Escandinávia não é o Brasil, onde há uma permissão implícita para certas "brincadeiras" pelo caráter alegre da expressão popular.  Não acho correto brincar com aquilo que é sagrado para a imensa maioria da população da Terra. Veja o trecho que Christopher Hitchens considera inaceitável: 'Celebrando essa decisão, o representante do escritório repetiu sua alegação bizarra de defender nada menos que 94.923 descendentes de Maomé. Novamente, fez afirmações absurdas: “Todos os ícones de todas as religiões, como a Virgem Maria, Jesus Cristo, Moisés, e outros que são ícones não religiosos, mas contribuíram para a humanidade, como Mahatma Gandhi, Nelson Mandela, Martin Luther King, o Dalai-Lama e Albert Einstein, todos merecem proteção para não ser ridicularizados e difamados". '

Ora, vamos ser mais racionais e procurarmos viver sem estimular conflitos com os semelhantes por coisas assim. O mundo já tem problemas demais. Virou moda a ditadura do pensamento único, do 'só vale o que eu e meu grupo pensamos'. Alto lá, cara-pálida, há muita diversidade no planeta. Esse tipo de jornalismo de arrasa-quarteirão já está passando dos limites. E esquecendo-se do bom-senso!

Dody Fernandes

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Nós somos pessoas normais como vocês

Nós somos pessoas normais como vocês

Eu comecei a construir o meu blog em meados de 2008 num momento de vida difícil para mim, pois a doença de Alzheimer de minha mãe, diagnosticada desde 2006, teve um recrudescimento nesta época. A partir dessa constatação, quase não saio de casa, mesmo contando com ajudante doméstica em parte do dia, pois eu me tornei o único elo dela com o mundo real. E quem é cuidador de Alzheimer sabe que o convívio familiar e o carinho são essenciais para conter o avanço da doença. Com a retenção em casa, as leituras e estudos, especialmente nos momentos de vigília na madrugada, passaram a ser meus grandes companheiros. Mas nesta reflexão o tema não é a doença de Alzheimer, que pretendo abordar em outra ocasião.

Bem, após um início em que postei pouca coisa – a maioria poesias feitas por mim e reproduções de trabalhos de Grandes Poetas -, retomei em 2009 com toda a vontade! Com a intensificação de minhas postagens, reconfigurei o blog, acrescentando widgets, gadjets e revelei o meu perfil pessoal por completo, adicionando a minha foto. E procurei divulgar o endereço do blog, não almejando qualquer tipo de reconhecimento, mas objetivando, principalmente, dividir com quem se interessasse as minhas impressões da realidade que nos cerca, os gostos multifacetados, as minhas perplexidades. O meu blog não é um site puramente autoral. Nele estão inseridos diversos artigos, poesias, músicas, reflexões cristãs, notícias científicas etc., que não foram produzidas por mim, embora eu as endosse ao postá-las. Ou seja, na página estão minhas percepções, gostos, sensações, alegrias, tristezas, aprendizado, momentos de êxtase e de indignação, enfim, a Vida!

O aumento da minha demanda de posts coincidiu com a minha adesão irrestrita ao Twitter, veículo que considero muito mais de informação e expansão de idéias, de trocas intelectuais de excelente qualidade, do que propriamente de contatos de nível social. Essa é uma característica do Twitter. Lá se encontra de tudo, afinal o veículo é acessível aquém quer que queira se inscrever. Vai-se da mais rasa informação inútil, fofocas de celebridades etc. – para quem os segue – até links que nos remetem a informações do cotidiano, análise de fatos, resenhas editoriais, ciência, filosofia, indicações de músicas, livros, boas mesas de discussão sobre os assuntos mais relevantes do país e do mundo.

Através do Twitter, tive o prazer de conhecer muitas pessoas que também publicam blogs das mais variadas tendências. E fiquei impressionada com a quantidade de bons blogs apologéticos, de doutrina e fé e muitos escritores de extrema capacidade que são desconhecidos da mídia e jamais tiveram material publicado. 

Tenho por princípio pessoal ler sobre qualquer tema analisando as opiniões a favor, as contrárias e as duvidosas. Entendo que somente agindo assim eu posso, confrontando com as minhas convicções, elaborar um pensamento crítico não corrompido. Observe-se que as poesias por mim escritas, sob o pseudônimo Diana Esnero, abordam os sentimentos nelas envolvidos, de forma real, franca, em todas as suas nuances. Não limito quaisquer expressões, entendo que o pudor excessivo é entrave mental e provoca a supressão da realidade. Porém advirto que, longe de comparar-me ao grande Fernando Pessoa, vale o que ele escreveu:" O poeta é um fingidor. Finge tão completamente. Que chega a fingir que é dor . A dor que deveras sente." 
E é esse Amor tão grandioso que nos fornece as forças necessárias de buscar a adoração de Deus em espírito e verdade, percebendo os nossos erros, hesitações e modificando o nosso comportamento naquilo que não agrada ao Pai. 
Bem, finalmente, o assunto temático: ao me dar por conhecer por meus textos e minha convicção cristã, houve um estranhamento por parte de algumas pessoas, as quais não entenderam que alguém que se declarasse batista, cristã-pensante, estivesse tão à vontade em seus textos poéticos e análises desassombradas do cotidiano, expondo sensações que estas pessoas consideraram como "proibidas" para quem se assumia assim, postar músicas ditas" do mundo", que horror, dizem alguns!

Nada mais enganoso, somos todos humanos, já postei um texto no Blog em Reflexões Cristãs, no dia 06 de fevereiro de 2010, de título "Cada um é único" onde sucintamente narro a experiência do que considero o Grande Encontro. Mas o que desejo dizer é que não nasci em uma família evangélica, bem longe disso, do lado paterno há heranças ciganas, e minha conversão somente ocorreu aos 33 anos de idade. Ainda vou contar essa história em detalhes.

Enfim, sou humana, já amei, me apaixonei, tive ilusões, fui feliz e infeliz, cometi meus enganos e tenho meus momentos de alegria, mas também de árido deserto, mormente quando leio algumas notícias de jornais ou presencio, como advogada, as brutalidades e injustiças da vida. Fico com raiva sim, sou humana! É complicado sorrir diante da miséria, do abandono, da criança e do velho deixados ao relento, das costas viradas para aqueles que apenas pedem para serem ouvidos!

Penso que as emoções nos mantém vivos, gosto de cinema, teatro, música, estar com amigos de todos os credos e opções de vida, pois o mais importante é entender a mensagem que Cristo nos deixou, entre tantas: AMOR! E nada pode nos separar do Amor de Deus!

Compreender os loucos e os fanáticos, os arrogantes e humildes, os fortes e os fracos, os julgadores e os abençoadores! Jamais julgar! Isso é uma busca e exercício diários, educando o nosso ego.

Conhecer a Verdade e sentir-se libertado por essa Verdade! Sobre esse aspecto sou convicta! Independente de qualquer coisa, o importante é amar ao próximo como a si memo. E isso não é nada fácil em algumas ocasiões! E é essa realidade que me dá forças de levantar, a cada dia, sem revolta, e cuidar de minha mãezinha, tempo integral, em estado avançado da Doença de Alzheimer, não poder sair de casa nas horas em que tenho vontade, ter deixado meu escritório profissional, estar vigilante nas obrigatórias horas sem dormir, em vigília do sono dela.

Mas não houve mágicas. Houve um Encontro Essencial! Todavia eu não deixei de ser humana, busquei outras ênfases, e cito como referência, um excelente artigo que já postei no meu Blog – O Difícil Caminho do Meio -, escrito pelo meu querido amigo José Barbosa Junior, editor do site "Crer é também pensar" – www.crerepensar.com.br, quando ao final, após um parágrafo inspirado ele cita os versos de Guilherme Arantes.
"Quero caminhar no difícil caminho do meio, mesmo sabendo que isso não é o que esperam de um “teólogo”. Quero poder dizer que “não sei”. Quero poder chorar quando não tiver uma resposta. Quero sorrir ao descobrir a resposta vindo de onde menos se espera. Quero aprender com as crianças, com os poetas, com as mães que sofrem injustiças, com a gente simples que Deus, em sua imensa graça, me der o privilégio e a honra de pastorear. Quero a dúvida como companheira por muitas vezes, porque sei que só em meio à dúvida é que brota a fé. Termino com minha profissão de fé, que me permito “copiar” de Guilherme Arantes:
“E eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho;
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz;
Quem andar comigo, vem...
Agora é brincar de viver!”

Creio que agora quem mostrou certo estranhamento, perceberá que as trocas são possíveis e que em mim habita um ser pulsante, reflexivo, atento, perplexo, comum, como todos são. O segredo da vida? Não sei de todos eles, são muitos. Mas o caminho me mostrou alguns e certamente um deles é não permitir que os pré-conceitos anulem a nossa capacidade de amar o próximo. E permitam oferecer-lhes, em reforço, um texto brilhante deste Pastor Poeta, Ricardo Gondim, no seu artigo "Viver não é suficiente", www.ricardogondim.com.br:
              "Quem deseja viver de verdade precisa aprender a inspirar os crepúsculos, a enamorar-se das noites, a morgar em feriados chuvosos, a dourar farofa para uma comidinha dominical, a recitar poesia e rumorejar os sentimentos do poeta.
Quem deseja viver de verdade precisa contentar-se em nunca resolver os enigmas do porvir, a rota dos labirintos, o caminho da serpente sobre a pedra, e a rota das andorinhas que anunciam o verão. Viver é dar de ombros para as respostas imprecisas e para as explicações semiplenas. Quem vive navega em rotas inéditas e portos inalcançáveis; sabe que o destino é insólito."
E repito a apresentação do meu Blog:
Cada um de nós observa o mundo diante de suas próprias perplexidades. E também de sua sensibilidade. O mundo me fascina e sou observadora cuidadosa e atenta. A poesia e a dor da realidade. A música e o silêncio que tanto serve para meditar como para ensurdecer os sentidos. Um pouco de mim, muito de todos nós, basta querer revelar, com enorme sutileza. Minhas leituras, meus sons, minhas impressões, tudo ofereço a vocês, se assim o quiserem.

Dody Fernández                

Palavras sem cuidado...provocam enganos.

O conhecimento armazenado pelo ser humano é complexo e multifacetado. Ninguém pode ter a pretensão de querer entender de tudo! Portanto, seria um físico teórico alguém que se pudesse chamar de anêmico de conteúdo, por não entender as nuances da psicologia? Ou um poeta-literato seria anêmico por não vislumbrar os mistérios da biotecnologia? Como já dizia o grande cientista, tudo é relativo no campo do conhecimento. Logo, etiquetar pessoas de anêmicas em qualquer conteúdo é andar de forma descuidada e incauta em areia movediça!
Dody Fernández

Discernimento

Numa época onde é tão difícil encontrar orientação clara, precisa, sem hipocrisia, eu me senti reconfortada em ver que há homens que são PASTORES na real essência da palavra e não se intimidam diante das dúvidas mais delicadas que as pessoas possam ter. Através do Twitter eu me tornei seguidora do @pastormarcio Pastor Márcio de Souza e acompanho os seus posts. Daí, fui direcionada à leitura de seu Blog – www.marciodesouza.com. Lá no seu Blog, além dos artigos, ele responde às mais variadas perguntas. E no dia 01 de março de 2010, para minha admiração, ele respondeu a pergunta de um jovem que vai se casar de forma desabrida, sem preconceitos, com honestidade e discernimento. Um homem consciente! Ele é GENTE, antes de tudo! Abaixo o post completo:
SEGUNDA-FEIRA, 1 DE MARÇO DE 2010
Pergunta:
Paz, amado Pastor.
Minha dúvida é o seguinte, eu estou preste a me casar e ainda estou em dúvida sobre a vida sexual do crente sobre aqueles velhos (pode e não pode) na relação intima do casal. Tenho lido sobre o assunto e já vi várias visões diferentes sobre o assunto, gostaria de saber a interpretação do senhor sobre o assunto! Desde já agradeço!!! Paz de Cristo
_________________________________________________________
Resposta:
Querido!

Sua dúvida deve ser a respeito de algumas carícias e sexo oral não é? Bem, se for quero lhe tranquilizar porque não há nada que inviabilize o sexo oral, apenas a vontade do seu cônjuge. Quanto às carícias, são lícitas também debaixo do mesmo requisito. Precisa haver reciprocidade. Com relação ao sexo anal, é no mínimo anti-higiênico. É colocar seu pênis num saco de fezes. Sem contar que o ânus além de ser supersensível (frágil) é um canal de saída e não uma via de entrada. No mais, viva sua vida sexual em plenitude com sua esposa, e como o apóstolo Paulo diz, não se aparte muito tempo dela, para não dar ocasião ao diabo. Seja pleno e constante.


Meu comentário:
A hipocrisia é um dos caminhos dos mal. Numa época onde é tão difícil encontrar orientação clara, precisa, sem hipocrisia, eu me senti reconfortada em ver que há homens que são PASTORES na real essência da palavra e não se intimidam diante das dúvidas mais delicadas que as pessoas possam ter. O Pr. Márcio respondeu a pergunta de um jovem que vai se casar de forma desabrida, sem preconceitos, com honestidade e discernimento. Não sou jovem e já fui casada por muitos anos. Posso afirmar que um dos maiores motivos de fracassos no casamento de crentes é exatamente essa ignorância, essa falta de orientação, essa historinha de que tudo é proibido. Por causa disso, muitos casais já começam o casamento cheios de temores, reprimidos, como se o sexo pudesse ser separado do amor. Quando o é, e quem conhece o mundo sabe bem disso, aí sim estamos errados, são apenas instintos. Mas um homem e uma mulher que se amam e estão unidos pelo casamento não podem viver nesse terror. Na Palavra, como o Pr. Márcio frisou, está mais do que explicado, os corpos de marido e mulher se pertencem.  O que os dois, dentro da orientação dada, decidirem, não cabe a ninguém julgar.  E nem deve sair de dentro dos seus quartos. Cansei de ver homens e mulheres reprimidos por orientações erradas que não resistiram e foram em busca desse "prazer" efêmero, impossível de ser conquistado fora do Amor! E tome decepção, mágoas familiares, afastamento de Igreja etc.. Parabéns, Pr. Márcio. O Sr. é um homem consciente! E GENTE! Para mim, para ser um Pastor antes de qualquer qualificação deve ser GENTE, liberto e consciente!
Dody Fernández
Publicado originalmente em 21 de abril de 2010

Inconsistências ...dos crentes...

Inconsistências ...dos crentes... 

Eu tenho dois Blogs[1]. No Blog Fatos no Espelhowww.fatosnoespelho.blogspot.com – me reporto aos fatos do cotidiano, as notícias, artigos etc. que de alguma forma me pareceram relevantes, com argumentações bem feitas, escritos que desejo dividir com todos aqueles que visitam e leem o Blog. É o meu particular clipping. Por vezes acrescento comentários, sublinho ou destaco trechos. E a recepção tem sido ótima, já conta mais de 23.000 pageviews desde a colocação do relógio de contagem em março de 2010. Neste Blog estou com o meu nome civil, Dolores Fernández e recebo diversos e-mails e há um número razoável de retuítes, de pessoas conhecidas ou não, das mais variadas acepções de vida.
Ocorre que eu possuo um segundo Blog, bem mais antigo, data de 2008, “O Olhar Atento de Diana”www.dianaesnero.blogspot.com - no qual somente posto textos autorais meus, sejam poesias, reflexões, reflexões cristãs, artigos etc. Assino com o pseudônimo de Diana Esnero, nome que escolhi por gosto e homenagem a antepassados meus. No entanto, na apresentação do referido Blog, na lateral, no “Quem sou eu”, há de forma explícita a minha identificação e qualificação completa. Pela leitura todos verificam que Diana Esnero é Dolores Fernández, carioca, advogada e professora universitária, mestre em recursos humanos na área do Direito, matemática, física, mãe, avó, mulher, tricolor, batista, cristã-pensante.
E aí vem o paradoxo ou a inconsistência: eu publico absolutamente tudo o que escrevo e como escrevo, sem qualquer escamoteamento! Ali estão as minhas sensações poéticas! Minhas impressões pessoais. Não vejo qualquer incompatibilidade entre o que escrevo e a minha condição de cristã batista pensante, ao contrário, para mim a convicção veio pela Graça, pela libertação. Mas parece que não é esta a práxis. E vou dizer a razão. Há poemas que falam da conjunção amorosa íntima de dois seres que se amam por inteiro, sem meias palavras ou pudores moralistas e infantis. Não me sinto, de forma alguma, estar incorrendo em desvios de caminho doutrinários ou condenatórios. E a minha liberdade de expressão é uma conquista da serenidade como ser humano, algo só trilhado após a visita inesquecível da Graça, já na fase adulta da vida. E nem vou entrar na questão de análise subjetiva do pensamento autoral, vide Fernando Pessoa.
Todavia, jamais, repito, jamais, recebi um comentário escrito ou retuíte de algum amigo evangélico. E olha que vários leram, gostaram e me falaram em diversas ocasiões. Qual é impasse então? Patrulhamento? Medo de comungar com desejos e vontades que fazem parte da vida, da normalidade? Será que, mesmo com tantos ventos de renovação e mudança, em que as visões estão se alargando, as máscaras caindo e uma nova compreensão do que o Amor significa na realidade não bastam? Só valem as lutas por concepções doutrinárias e teológicas?
Tenho certa relutância em aceitar essas algemas que mascaram a vida e nos fazem cegos diante da realidade, alimentando preconceitos, exclusões, a incapacidade de compreender a diversidade do mundo que Deus criou. Será que há uma receita certa de ser crente e se expressar como tal? Ou as atitudes exteriores são mais importantes do que aquilo que habita no coração-mente? Para onde estamos caminhando? Queremos um mundo de muros altos e fachadas escondidas, endurecidas com os sentimentos trancafiados a lutar infinitamente contra a sensatez e a razão, pois estas libertam? Somos ou não seres humanos em carne e osso?
São muitos os questionamentos e várias as situações. Não quero e não devo acreditar que haja ignorância espiritual a ponto de achar que há exclusões impostas de forma artificial, a fim de “proteger reputações”, como se isso de fato necessitasse ocorrer ou fosse medido por tal insensatez!
De qualquer forma, fica aqui a minha irresignação contra todo e qualquer tipo de patrulha que impeça as pessoas de serem autênticas, felizes, com liberdade de expressão e respeitando o seu próximo, com toda a integridade e dignidade.
Diana Esnero – Dody - Dolores Fernández


[1] Agora tenho um novo Blog: Graça, Fé e Reflexão: www.gracafereflexao.com.br

Publicado originalmente em 10 de setembro de 2010

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Sobre os ateus e suas insistências

Sobre os ateus e suas insistências

Posso estar errada, mas sou observadora atenta. Às vezes penso que algumas pessoas fazem a mais absoluta questão de se afirmarem descrentes da existência de Deus e de tudo, a fim de que se sintam livres do compromisso da misericórdia, do desapego ao ego, da solidariedade, do mais difícil exercício mandamental para os que Nele acreditam: amar ao próximo, especialmente aquele que irrita, contraria, se põe como obstáculo em seu caminho, que pensa tão diferente, tem outros valores e opções de vida, se torna seu inimigo, lhe revolta, tenta roubar a sua paz.
Já escrevi que cada um tem sua própria experiência do "grande encontro com Deus" e quem a teve não irá se comover com ironias ou até mesmo injúrias.  Faz parte da vida dos crédulos a tolerância mesmo quando a mesma parece impossível. São provas diárias, nada fáceis. A própria realidade nos testa a cada dia. Mas, assim como entendemos que os ateus têm o direito de o serem assim, por favor, não venham com delírios que ao contrário do que pretendem, só aumentam a nossa Fé!
Dody Fernández

Reproduzo abaixo, um dos melhores artigos que já li, do jornalista Ali Kamel, sobre Deus. Que grande exercício de síntese e reflexão!
DEUS
Ali Kamel - O Globo 27 de novembro de 2007.
Quando soube que o biólogo Richard Dawkins tinha escrito "Deus, um delírio", fiquei intrigado; então um cientista conseguiu a prova de que Deus não existe? Mas, na página 80, acontece o óbvio. Numa gradação de um a sete que vai da crença absoluta na existência de Deus até a certeza absoluta de que Deus não existe, Dawkins admite que está na sexta posição ("tendendo para a sétima"): "Probabilidade muito baixa [de que Deus exista], mas que não chega a ser zero. Ateu de facto. 'Não tenho como saber com certeza, mas acho que Deus é muito improvável e levo minha vida na predisposição de que ele não está lá."
Então por que o delírio do título? Devia ser "quase um delírio" ou "muito provavelmente um delírio".
O que leva um cientista com a reputação de um Dawkins a escrever um livro cuja natureza está fora do âmbito da ciência? Ora, a crença de que "a existência ou a inexistência de Deus é um fato científico sobre o universo, passível de ser descoberto por princípio, se não na prática." Dá para levar a sério? Para Dawkins, dá. Mas, sabedor de que isso não é verdade, ele sai pela tangente. Diz que o fato de que não se pode comprovar a existência de alguma coisa não coloca a existência e a inexistência dela em pé de igualdade: "Mesmo que a existência de Deus jamais seja comprovada ou descartada como certeza, as evidências existentes e o raciocínio podem criar uma estimativa de probabilidade que se afasta dos 50%." De novo, dá pra levar a sério? Dawkins leva.
E se esborracha, às vezes constrangedoramente.
No capítulo 3, por exemplo, o autor se dedica a questionar os clássicos argumentos de São Tomás de Aquino e Santo Anselmo de Canterbury que "provariam" a existência de Deus. O que ele não percebe, porém, é que ao refutar argumentos de que Deus existe não se atinge o objetivo de provar que Deus não existe. É um livro capenga. Fala de Deus, mas afirma que não precisou ler outros teólogos, diz que a vida deve ser estudada pela química, e se desculpa por não ser químico, levanta a hipótese ingênua de que Deus pode ser o equivalente aos amigos imaginários da infância, e se pergunta se a psicologia já testou essa hipótese.
O que mais incomoda é que Dawkins trata o crente mais "sofisticado" como se fosse, em essência, igual aos mais caricatos tele evangelistas ou aos talibãs ultrarradicais. Para quem não é nem uma coisa nem outra, o livro se torna enfadonho. Dawkins ridiculariza os fundamentalistas porque eles têm uma leitura literal de suas escrituras (se a Bíblia diz que Eva foi feita da costela de Adão, isso é verdade e ponto). Mas, quando ridiculariza as religiões abraãmicas, o que faz Dawkins senão fazer uma leitura unilateral da Bíblia e, a partir dela, criticar o quanto as escrituras são implausíveis e contraditórias? Neste ponto, não há como negar que se trata de um diálogo entre fundamentalistas. Ele nega: "Os teólogos, irritados, protestarão dizendo que não se interpreta mais o livro do Gênesis em termos literais. Mas é exatamente isso que estou dizendo! Escolhemos em que pedacinhos das Escrituras devemos acreditar, e quais pedacinhos descartar, por símbolos ou alegorias." Mas de onde Dawkins tirou a conclusão de que símbolos e alegorias devem ser descartados? Para muitos, acreditar que a história de Adão e Eva é uma alegoria da criação divina do homem não é descartar a crença de que a Humanidade proveio de Deus.
Ao confundir todo crente com os criacionistas, Dawkins passa páginas e páginas tentando provar o que não precisa mais de prova: que a "Teoria da Evolução de Darwin dá conta de como as espécies, entre elas o homem, chegaram a ser o que são. Para muitos que creem, a Evolução não é incompatível com a crença em Deus. Teólogos católicos, por exemplo, afirmam que é plenamente aceitável a possibilidade de que o Criador tenha usado a evolução como um instrumento. A dificuldade não está na Evolução, mas na origem da vida. E esta dificuldade é, até aqui, intransponível.
"A origem da vida só teve de acontecer uma vez. Portanto, podemos permitir que ela tenha sido um evento altamente improvável, muitas ordens de magnitude mais improvável que a maioria das pessoas imagina", admite, sem, porém, qualificar essa probabilidade. Os biólogos fizeram as contas. Para que a vida surgisse na Terra, foi preciso que, ao longo de bilhões de anos, um milhar de enzimas se aproximasse umas das outras, até que ocorresse a única ordenação entre elas capaz de gerar uma célula viva, uma probabilidade da ordem de 10 seguido de mil zeros contra um. Não, não se trata de uma chance em um trilhão, mas de uma chance contra 10 seguido de mil zeros, uma possibilidade praticamente nula.
Para desmerecer esses números, Dawkins cita outros. Pede que nós "suponhamos" que a vida seja algo tão improvável que só aconteça em apenas um entre 1 bilhão de planetas. Ele, então, conclui: como se estima que haja na nossa galáxia entre um bilhão e 30 bilhões de planetas, e como a estimativa é que haja 100 bilhões de galáxias, a vida teria surgido, ainda sim, em um bilhão de planetas. Note o truque: o número de planetas e galáxias é o referendado pela física, mas a afirmação de que a vida só acontece em apenas um entre um bilhão de planetas é apenas uma suposição dele, uma entre muitas. Dawkins esquece de relembrar isso ao leitor e, assim, a vida, mesmo raríssima, ganha um número vistoso, mas, até aqui, fantasioso: a vida existiria em um bilhão de planetas.
No livro, Dawkins, um biólogo a quem sempre admirei, repete quase integralmente conceitos que já apresentou em trabalhos anteriores ("O gene egoísta", "O relojoeiro cego"), em que procurou defender a ideia de que a ciência prescinde de Deus para explicar os fenômenos naturais. Isso é uma coisa. Outra, diversa, é tentar "provar" cientificamente que Deus não existe. O resultado não é ciência, não é teologia, é um somatório de argumentos que não levam a lugar algum.

Até onde estamos estimulando a sexualidade precoce e exacerbada em nossas crianças?

Até onde estamos estimulando a sexualidade precoce e exacerbada em nossas crianças?
O cuidado com a sexualização precoce
Com toda a avalanche mundial de notícias sobre PEDOFILIA, que já se tornou uma das maiores apreensões para pais, médicos, juristas, policiais, psicólogos e a Igreja como instituição diretamente envolvida, enfim, toda a sociedade, receber notícias como a que foi publicada ontem no site da BBC Brasil, merece muita reflexão. Vejamos:

Sexualização precoce?
A rede de lojas de roupas Primark retirou de suas prateleiras uma linha de sutiãs com enchimento para biquínis para meninas de até 7 anos depois de ser criticada por promover a "sexualização prematura" de menores. A empresa pediu desculpas aos clientes que tivessem se sentido ofendidos pelo produto e disse que vai doar os lucros obtidos com a venda do sutiã para uma organização beneficente em prol de crianças.
A diretora da organização Children's Society, Penny Nicholls, disse: "Nós apuramos em nossas pesquisas que as pressões comerciais para a sexualização prematura e a propaganda sem escrúpulos estão prejudicando as crianças." A rede Primark, conhecida por vender roupas a preços muito baixos, tem 138 lojas na Grã-Bretanha e 38 na República da Irlanda.

Até onde estamos estimulando a sexualidade precoce e exacerbada em nossas crianças? É óbvio que o crime independe da oferta de sexualidade e sim da mente doentia de quem o pratica. No entanto, os estímulos são nocivos a todos, especialmente para a criança, que passa a viver as expectativas e anseios de uma idade que não é a sua, deixando de usufruir da melhor parte, a infância, em todas as suas características tão marcantes da personalidade em formação. Na notícia acima foi pontual a atuação da Sra. Penny Nicholls, diretora da organização Children's Society. Porém sabemos que muitos pais não estão no mesmo nível de preocupação e, pior, estimulam a sexualidade precoce da criança, expõem seus filhos na mídia sem qualquer cautela. Retirar a infância de uma criança provoca danos psicológicos muitas vezes irreversíveis. Ocorre uma atribuição de valores e significados que a criança não está madura para assimilar e não tem condição de se defender das perspectivas enganosas em que está inserida.
Dody Fernandez