O que é o Blog!

Cada um de nós observa o mundo diante de suas próprias perplexidades. E também de sua sensibilidade. O mundo me fascina e sou observadora cuidadosa e atenta. A poesia e a dor da realidade. A música e o silêncio que tanto servem para meditar como para ensurdecer os sentidos. Um pouco de mim, muito de todos nós, basta querer revelar, com enorme sutileza. Minhas leituras, meus sons, minhas impressões, tudo ofereço a vocês, se assim o quiserem. E tudo diante da soberania e da Graça de Deus!
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quarta-feira, abril 27, 2011

Até quando seremos julgados até mesmo por nossos sentimentos e emoções genuínos?

Até quando seremos julgados até mesmo por nossos sentimentos e emoções genuínos?
E Pai, por servos seus que JAMAIS deveriam ser acusadores e sim, lembrarem-se do compromisso da COMPAIXÃO e do AMOR AO PRÓXIMO!
Há julgadores ou pretensos juízes em excesso, esquecendo-se do AMOR e da compreensão que deveria nortear o ser humano, especialmente aquele que se sentiu vocacionado e preparou-se para exercer o seu mister.
Confesso que estou cansada de ler posts no Twitter ou no Facebook de crítica aguda a tudo e a todos que contrariem o pensamento atual de alguns líderes religiosos.
Em alguns casos a razão se perde e a incoerência toma conta do possível sentido da mensagem, posto que comprometida apenas com o subjetivismo, a firme intenção, indissimulável, de vencer o outro na argumentação.
Será essa a proposta que agrega? Dividirmos-nos em facções? Obviamente que não!
Deus é o Senhor soberano e que tem o controle sobre todas as coisas e não é possível para todos aqueles que Nele creem substituí-lo pela palavra de qualquer homem.
E notadamente quando essa palavra tiver como objetivo implantar a dúvida, criar dissenções de partidarismo teológico, o caminho da descrença apenas por humana e tola vanglória humana!
Deus é o centro de nossas vidas, o nosso foco, a direção das nossas jornadas, porque Ele é o Deus vivo, o nosso Rei!
A Ele entregamos nossas petições, emocionados por vezes, assustados outras tantas, pois somos humanos e fracos diante de tantas situações.
Não somos súditos de homens, por mais brilhantes e capacitados que o sejam.
Aquele que possuía a Glória, jamais desejou a mesma para si, a glória vaidosa dos homens. Jesus não desejava chamar a atenção para si mesmo!
Portanto, que as contendas inúteis, que a ninguém edifica ou dá razão, não frutifiquem ou ganhem adeptos no meio de todos aqueles que, a cada dia, entregam a sua vida ao único Senhor!

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Palavras sem cuidado...provocam enganos.

O conhecimento armazenado pelo ser humano é complexo e multifacetado. Ninguém pode ter a pretensão de querer entender de tudo! Portanto, seria um físico teórico alguém que se pudesse chamar de anêmico de conteúdo, por não entender as nuances da psicologia? Ou um poeta-literato seria anêmico por não vislumbrar os mistérios da biotecnologia? Como já dizia o grande cientista, tudo é relativo no campo do conhecimento. Logo, etiquetar pessoas de anêmicas em qualquer conteúdo é andar de forma descuidada e incauta em areia movediça!
Dody Fernández

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Sobre os ateus e suas insistências

Sobre os ateus e suas insistências

Posso estar errada, mas sou observadora atenta. Às vezes penso que algumas pessoas fazem a mais absoluta questão de se afirmarem descrentes da existência de Deus e de tudo, a fim de que se sintam livres do compromisso da misericórdia, do desapego ao ego, da solidariedade, do mais difícil exercício mandamental para os que Nele acreditam: amar ao próximo, especialmente aquele que irrita, contraria, se põe como obstáculo em seu caminho, que pensa tão diferente, tem outros valores e opções de vida, se torna seu inimigo, lhe revolta, tenta roubar a sua paz.
Já escrevi que cada um tem sua própria experiência do "grande encontro com Deus" e quem a teve não irá se comover com ironias ou até mesmo injúrias.  Faz parte da vida dos crédulos a tolerância mesmo quando a mesma parece impossível. São provas diárias, nada fáceis. A própria realidade nos testa a cada dia. Mas, assim como entendemos que os ateus têm o direito de o serem assim, por favor, não venham com delírios que ao contrário do que pretendem, só aumentam a nossa Fé!
Dody Fernández

Reproduzo abaixo, um dos melhores artigos que já li, do jornalista Ali Kamel, sobre Deus. Que grande exercício de síntese e reflexão!
DEUS
Ali Kamel - O Globo 27 de novembro de 2007.
Quando soube que o biólogo Richard Dawkins tinha escrito "Deus, um delírio", fiquei intrigado; então um cientista conseguiu a prova de que Deus não existe? Mas, na página 80, acontece o óbvio. Numa gradação de um a sete que vai da crença absoluta na existência de Deus até a certeza absoluta de que Deus não existe, Dawkins admite que está na sexta posição ("tendendo para a sétima"): "Probabilidade muito baixa [de que Deus exista], mas que não chega a ser zero. Ateu de facto. 'Não tenho como saber com certeza, mas acho que Deus é muito improvável e levo minha vida na predisposição de que ele não está lá."
Então por que o delírio do título? Devia ser "quase um delírio" ou "muito provavelmente um delírio".
O que leva um cientista com a reputação de um Dawkins a escrever um livro cuja natureza está fora do âmbito da ciência? Ora, a crença de que "a existência ou a inexistência de Deus é um fato científico sobre o universo, passível de ser descoberto por princípio, se não na prática." Dá para levar a sério? Para Dawkins, dá. Mas, sabedor de que isso não é verdade, ele sai pela tangente. Diz que o fato de que não se pode comprovar a existência de alguma coisa não coloca a existência e a inexistência dela em pé de igualdade: "Mesmo que a existência de Deus jamais seja comprovada ou descartada como certeza, as evidências existentes e o raciocínio podem criar uma estimativa de probabilidade que se afasta dos 50%." De novo, dá pra levar a sério? Dawkins leva.
E se esborracha, às vezes constrangedoramente.
No capítulo 3, por exemplo, o autor se dedica a questionar os clássicos argumentos de São Tomás de Aquino e Santo Anselmo de Canterbury que "provariam" a existência de Deus. O que ele não percebe, porém, é que ao refutar argumentos de que Deus existe não se atinge o objetivo de provar que Deus não existe. É um livro capenga. Fala de Deus, mas afirma que não precisou ler outros teólogos, diz que a vida deve ser estudada pela química, e se desculpa por não ser químico, levanta a hipótese ingênua de que Deus pode ser o equivalente aos amigos imaginários da infância, e se pergunta se a psicologia já testou essa hipótese.
O que mais incomoda é que Dawkins trata o crente mais "sofisticado" como se fosse, em essência, igual aos mais caricatos tele evangelistas ou aos talibãs ultrarradicais. Para quem não é nem uma coisa nem outra, o livro se torna enfadonho. Dawkins ridiculariza os fundamentalistas porque eles têm uma leitura literal de suas escrituras (se a Bíblia diz que Eva foi feita da costela de Adão, isso é verdade e ponto). Mas, quando ridiculariza as religiões abraãmicas, o que faz Dawkins senão fazer uma leitura unilateral da Bíblia e, a partir dela, criticar o quanto as escrituras são implausíveis e contraditórias? Neste ponto, não há como negar que se trata de um diálogo entre fundamentalistas. Ele nega: "Os teólogos, irritados, protestarão dizendo que não se interpreta mais o livro do Gênesis em termos literais. Mas é exatamente isso que estou dizendo! Escolhemos em que pedacinhos das Escrituras devemos acreditar, e quais pedacinhos descartar, por símbolos ou alegorias." Mas de onde Dawkins tirou a conclusão de que símbolos e alegorias devem ser descartados? Para muitos, acreditar que a história de Adão e Eva é uma alegoria da criação divina do homem não é descartar a crença de que a Humanidade proveio de Deus.
Ao confundir todo crente com os criacionistas, Dawkins passa páginas e páginas tentando provar o que não precisa mais de prova: que a "Teoria da Evolução de Darwin dá conta de como as espécies, entre elas o homem, chegaram a ser o que são. Para muitos que creem, a Evolução não é incompatível com a crença em Deus. Teólogos católicos, por exemplo, afirmam que é plenamente aceitável a possibilidade de que o Criador tenha usado a evolução como um instrumento. A dificuldade não está na Evolução, mas na origem da vida. E esta dificuldade é, até aqui, intransponível.
"A origem da vida só teve de acontecer uma vez. Portanto, podemos permitir que ela tenha sido um evento altamente improvável, muitas ordens de magnitude mais improvável que a maioria das pessoas imagina", admite, sem, porém, qualificar essa probabilidade. Os biólogos fizeram as contas. Para que a vida surgisse na Terra, foi preciso que, ao longo de bilhões de anos, um milhar de enzimas se aproximasse umas das outras, até que ocorresse a única ordenação entre elas capaz de gerar uma célula viva, uma probabilidade da ordem de 10 seguido de mil zeros contra um. Não, não se trata de uma chance em um trilhão, mas de uma chance contra 10 seguido de mil zeros, uma possibilidade praticamente nula.
Para desmerecer esses números, Dawkins cita outros. Pede que nós "suponhamos" que a vida seja algo tão improvável que só aconteça em apenas um entre 1 bilhão de planetas. Ele, então, conclui: como se estima que haja na nossa galáxia entre um bilhão e 30 bilhões de planetas, e como a estimativa é que haja 100 bilhões de galáxias, a vida teria surgido, ainda sim, em um bilhão de planetas. Note o truque: o número de planetas e galáxias é o referendado pela física, mas a afirmação de que a vida só acontece em apenas um entre um bilhão de planetas é apenas uma suposição dele, uma entre muitas. Dawkins esquece de relembrar isso ao leitor e, assim, a vida, mesmo raríssima, ganha um número vistoso, mas, até aqui, fantasioso: a vida existiria em um bilhão de planetas.
No livro, Dawkins, um biólogo a quem sempre admirei, repete quase integralmente conceitos que já apresentou em trabalhos anteriores ("O gene egoísta", "O relojoeiro cego"), em que procurou defender a ideia de que a ciência prescinde de Deus para explicar os fenômenos naturais. Isso é uma coisa. Outra, diversa, é tentar "provar" cientificamente que Deus não existe. O resultado não é ciência, não é teologia, é um somatório de argumentos que não levam a lugar algum.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

ALGUMAS REFLEXÕES...

O Twitter, a despeito de muita bobagem escrita por quem não tem o que fazer, trouxe para mim, entre outras, uma experiência extraordinária: conhecer uma grande quantidade de blogs evangélicos, de várias denominações, alguns apenas se denominando cristãos ou apologéticos, escritos por pastores, bispos, teólogos, missionários ou cristãos-pensantes.

A cada link que percebo vou lá e confiro. E após muita leitura, salvando e guardando tudo em arquivos no meu computador, um tema destaca-se de forma relevante, com reiterados estudos, depoimentos, discussões – algumas até fora do padrão normal de educação e luta por ideias – e digo que este assunto sempre foi relevante em minha vida cristã, desde a minha conversão, aos trinta e três anos de idade.

Trata-se de todas as derivações que vêm do texto bíblico da Carta de Paulo aos Romanos 12:2: "Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.  

Ainda estou em fase de absorção de tudo que leio, refletindo sempre! Mas uma constatação inicial me deixou profundamente esperançosa: não há mais assuntos proibidos! Não há mais vestais que estão acima do bem e do mal. Realmente a Glória só a DEUS!
Dody Fernández
Publicada originalmente em 08 de fevereiro de 2010

A Prática da Fé!

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”.
EFÉSIOS 2:8-1
A Fé é suficiente para a salvação, mas é preciso que o Amor ao próximo e a Misericórdia REALMENTE HABITEM EM NÓS E SEJAM PRÁTICA DIÁRIA EM NOSSAS VIDAS! 
Não consigo entender pessoas que se dizem cristãs e vendo o seu irmão ou o seu próximo em terrível dificuldade de vida e, tendo condições folgadas de socorrê-lo, começam a entoar aqueles famosos "mantras" que só fazem aumentar a amargura daquele que se encontra mal. É um tal de :" É querido, vou orar pelo irmão", " Vou levar o caso ao pastor", " Se você está passando por essa privação, veja bem, é porque deve estar em débito com Deus!", " Você está vivendo em pecado?".
Haja paciência e entendimento quando se está em privação e ainda ter que escutar tais coisas. Mas a ajuda prática, imediata, que sacia a fome, que lhe dá condição de tomar uma condução e sair de casa, que promove um esforço no sentido de ver se há alguma colocação para alguém que esteja desempregado, isso não acontece, com raras exceções.
Eu sei que a ORAÇÃO é o instrumento mais poderoso de comunicação com DEUS, longe de mim criticar tal conselho, o que estou argumentando transcende essa discussão. E também não se pode imputar ao pastor ou ao padre ou ao dirigente espiritual de uma igreja ou congregação todas as responsabilidades existenciais, além de suas enormes responsabilidades espirituais de conduzir o seu rebanho.
É óbvio que para a grande maioria das pessoas não é possível empreender uma ajuda material e não se pode exigir tirar de quem não tem, muito embora sejam essas pessoas as que melhor sabem dividir. Parece que dividir o pouco é bem mais fácil que doar o que excede.
Por tais razões admiro o verdadeiro trabalho de formiguinhas que muitos irmãos de fé realizam, sem alarde, visitando hospitais, asilos, orfanatos, prisões, indo a casa daqueles que não mais podem se locomover para prestar o seu culto nas igrejas. São trabalhos que não aparecem para o grande público das congregações, muitos o fazem até de forma anônima, destinando dias, horas, momentos de sua vida para orar com os enfermos e os desesperados, lá onde eles estão, pessoas que sequer já ouviram falar de JESUS.
Muitos de nós só percebemos a falta que faz o aconchego humano de nossos irmãos quando passamos a viver tais situações. Como é triste se sentir abandonado, não ouvir uma palavra de carinho, não receber visitas, sequer telefonemas ou até mesmo e-mails!

PRECISAMOS REFLETIR MUITO MAIS SOBRE A PRÁTICA DA FÉ!
Dody Fernández
Publicado originalmente em Sábado, 06 de fevereiro de 2010