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Cada um de nós observa o mundo diante de suas próprias perplexidades. E também de sua sensibilidade. O mundo me fascina e sou observadora cuidadosa e atenta. A poesia e a dor da realidade. A música e o silêncio que tanto servem para meditar como para ensurdecer os sentidos. Um pouco de mim, muito de todos nós, basta querer revelar, com enorme sutileza. Minhas leituras, meus sons, minhas impressões, tudo ofereço a vocês, se assim o quiserem. E tudo diante da soberania e da Graça de Deus!

sexta-feira, setembro 16, 2011

O método “arrastão” de investigação científica

O método “arrastão” de investigação científica

Escrito por Ann Coulter | 12 Setembro 2011

Artigos - Ciência

Esse é o método “arrastão” de investigação científica. Os esquerdistas rapidamente cercam e humilham qualquer um que discorde deles.
A definição de inferno está sendo condescendida por idiotas. E lá devem estar os repórteres da MSNBC Chris Matthews e Contessa Brewer lhe soltando risadinhas por toda a eternidade por você não acreditar na evolução.
Quase um terço do meu best-seller de 2007, primeiro lugar no New York Times, Sem Deus — A Igreja do Liberalismo, é um ataque ao mito esquerdista da criação: a evolução darwinista. Apresentei os argumentos de todos os especialistas no campo, desde o retardado Richard Dawkins ao brilhante Francis Crick, e os confrontei.
Mas parece que os esquerdistas não querem argumentar.
Apesar da fixação obsessiva de Matthews, manifestada por sua constante em perguntar aos republicanos eleitos se eles acreditam na evolução, ao me entrevistar durante uma hora a respeito do Sem Deus — o mesmo livro que está repleto de ataques ao darwinismo — Matthews não me fez uma única pergunta sobre o assunto.
Aliás, nenhum esquerdista fez. Matthews sequer sabe o que é evolução.
Um ano mais tarde, em um debate entre presidenciáveis republicanos, Matthews pediu que levantasse a mão quem acreditava na evolução. A discussão estava proibida! Vai ver isso abre espaço para que fatos científicos, e não gracinhas de pátio de escola, venham à tona.
A evolução é o único assunto que é discutido exclusivamente na base do “Você acredita?”, permitindo apenas sim ou não. Que tal se jornalistas conservadores começarem a colocar um microfone na frente de candidatos liberais e perguntarem: “Você acredita na Bíblia, sim ou não?” “Um bebê na barriga da mãe é humano, sim ou não?” ou “Você acredita que adolescentes devam fazer sexo, sim ou não?”.
Esse é o método “arrastão” de investigação científica. Os esquerdistas rapidamente cercam e humilham qualquer um que discorde deles. Ficam perdidos quando seus apelos a posições ideológicas (que funcionam muito bem com eles próprios) não funciona com o resto do mundo.
Agora que o candidato republicano à presidência Rick Perry declarou que há “furos" na teoria da evolução — ou “gás", como noticiado originalmente pelo New York Times, antes de publicarem uma errata — está aberta uma nova rodada de escárnio a loucos fundamentalistas, ignorando-se quaisquer fatos.
Mas a verdade é que não foram os avanços do cristianismo (que é relativamente constante), mas da própria ciência, que desacreditaram completamente a teoria evolucionista de Darwin.
Esta semana, vamos considerar uma pequena fatia da montanha de evidências científicas refutando essa misteriosa religião da era vitoriana.

O mais devastador para os “darwimaniacos” foram os avanços na microbiologia desde a época de Darwin, revelando mecanismos incrivelmente complexos, que necessitam de centenas de partes funcionando ao mesmo tempo — estruturas celulares complexas, o DNA, mecanismos de coagulação sanguínea, moléculas e os pequeninos cílios e flagelos celulares.
De acordo com a teoria de Darwin, a vida na Terra começou com formas de vida unicelulares, que por meio de mutações aleatórias, acasalamento e morte, passavam para frente mutações desejáveis, em cujo processo ao longo de bilhões de anos levou à criação de novas espécies.
O teste (extremamente generoso) que Darwin propôs para sua teoria foi o seguinte: “Se fosse possível demonstrar que existe um organismo tão complexo que fosse impossível de ter sido formado por uma série de pequenas e sucessivas modificações, minha teoria cairia por terra”.
Graças aos avanços dos microscópios, milhares dos tais mecanismos complexos foram descobertos desde os dias de Darwin. Ele teve que explicar apenas dispositivos simples, como bicos e guelras. Se Darwin pudesse voltar nos dias de hoje e olhar através de um microscópio moderno para ver as funções internas de uma célula, ele iria prontamente abandonar a própria teoria.
É uma impossibilidade matemática que, por exemplo, todas as 30 a 40 partes de um flagelo celular — esqueça as 200 partes de um cílio! — poderiam ter surgido todas de uma vez por mutações aleatórias. De acordo com a maioria dos cientistas, tal ocorrência é considerada talvez menos provável do que o senador John Edwards se casar com Rielle Hunter, o “marco zero” do impossível.
Tampouco faria cada uma das 30 a 40 partes individualmente um organismo mais apto a sobreviver e se reproduzir; o que é o ponto central da engenhoca toda, se bem nos lembramos.
Como explica Michael Behe, bioquímico e autor do livro “A Caixa-preta de Darwin”, mesmo um mecanismo tão simples quanto uma ratoeira de três partes requer que essas três partes funcionem ao mesmo tempo. Senão você não vai ter uma ratoeira que pegue metade dos ratos que deveria pegar para conseguir a sobrevivência da lei do mais forte. Enfim, você não vai ter uma ratoeira.
Quanto mais aprendemos sobre moléculas, células e DNA — um conjunto de conhecimentos que alguns chamam de “ciência” — mais absurda se torna a teoria de Darwin. Como diria Bill Gates, o DNA “é como um programa de computador, mas muito, muito mais avançado que qualquer software já criado” (Além disso, o DNA não costuma travar quando estamos no meio da reprodução).
Os fanáticos evolucionistas preferem não ser convocados para explicar esses complexos mecanismos que, de acordo com o próprio Darwin, iriam refutar sua teoria.
Ao invés disso, fazem piadas sobre quem sabe a verdade. Dizem que discutir evolução significa acreditar que os homens viveram junto com dinossauros.
Os perseguidores de Galileu devem ter dado boas gargalhadas do fato de ele acreditar em Fred Flintstone.
É por isso que os “darwimaniacos” mais iluminados soam como cientologistas para poderem se ater à sua religião misteriosa.
Crick, ganhador do Prêmio Nobel por sua codescoberta do DNA, levantou a hipótese de que extraterrestres de inteligência superior mandaram células vivas para a Terra em uma espaçonave não tripulada, teoria exposta em seu livro de 1981, “Life Itself”.
Logo ele perdeu Deus por um fio!
Mas a solução de Crick obviamente demanda a seguinte pergunta: como os extraterrestres de inteligência superior evoluíram?
O biólogo populacional de Harvard, Richard Lewontin, disse que os “darwimaniacos” toleram “estórias bonitinhas mas incomprovadas” sobre a evolução e ignoram “a patente absurdidade de alguns de seus argumentos” por estarem comprometidos em criar uma teoria que exclui Deus. “Não podemos”, disse Lewontin “permitir um primeiro passo na direção do divino”.
Talvez se trocássemos o nome de “design inteligente” para Louis Vuitton para não assustar os “teofóbicos”, eles iriam admitir a verdade: A ciência moderna refutou a evolução darwinista.
Tradução: Luis Gustavo Gentil
Título original: The flash-mob method of scientific inquiry

sábado, setembro 10, 2011

Kenneth Erwin Hagin: O divulgador da Confissão Positiva

Kenneth Erwin Hagin: O divulgador da Confissão Positiva
[O poder do engano - Parte 2]
Por Marcos Batista Lopes

Kenneth Erwin Hagin nasceu em agosto de 1917, em McKinney, Texas, teve um parto prematuro com problemas cardíaco congênito. Hagin teve uma infância difícil e conturbada devido à falta de seu pai que abandonou a família quando ele era muito novo. Aos nove anos foi viver com os avós e aos dezesseis anos devido à uma enfermidade se encontrava muito debilitado em uma cama. Encontrou conforto através da leitura bíblica e teve uma interpretação que mudaria sua vida para sempre, afinal, segundo Hagin ele fora curado de sua enfermidade. Mas antes Hagin alega ter ido três vezes “em espírito” ao inferno. Mas segundo Hagin a sua segunda experiência foi algo que marcaria sua vida para sempre, e foi lendo a passagem de Marcos 11.23,24: “Eu lhes asseguro que se alguém disser a este monte: “Levante-se e atire-se no mar”, e não duvidar em seu coração, mas crer que acontecerá o que diz, assim será feito. Portanto, eu lhes digo: Tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim lhes sucederá” (Bíblia NVI).

Em uma de suas obras ele relata com detalhes a sua experiência desta revelação[1]. Hagin diz que resistiu ao diabo de que não estaria curado e alega que de fato foi miraculosamente curado por Deus. Ele começa seu longo ministério em 1934 em uma igreja batista. Pertenceu às Assembleias de Deus até 1945. Conheceu o ministério de cura pelos anos 50 e finalmente em 1963 fundou seu próprio ministério – Kenneth Hagin Evangelist Association.

Em 1974 o seu ministério ganharia uma imensa notoriedade com o nascimento do seu instituto bíblico chamado –Rhema Bible Training Center, na cidade de Tulsa, Oklahoma, EUA. Um relato afirma quando se deu a ideia deste seminário:
“Quando o irmão Hagin ouviu certo ministro de renome dizer que 80% do que se ensina nas escolas de teologia convencionais não tem utilidade alguma, resolveu então concentrar seus esforços no sentido de estabelecer uma escola que ensinasse os 20% considerados úteis e práticos, e são esses ensinamentos que hoje fazem a grande diferença nas 33 Escolas espalhadas nos cinco continentes, 21 delas no Brasil.” [2]

No Brasil o Rhema chegou em 1999 e sua linha doutrinária da escola vem sendo pregada no país pelo casal Bud e Jan Wright. O ministério Rhema comenta o seu desenvolvimento no Brasil:
“O casal enviado pelo instituto dos EUA está no Brasil desde 1983. Foi esse casal que fundou em 1989 o primeiro Centro de Treinamento Bíblico Verbo da Vida, em Guarulhos. A partir daí, as escolas e igrejas Verbo da Vida se espalharam pelo Brasil e em 1999 o Ministério de Kenneth Hagin oficializou a relação com o Verbo da Vida transformando o CTBVV de Campina Grande, Paraíba, no primeiro Rhema Brasil. Em 2003 todas as escolas Verbo da vida passaram a se chamar Rhema Brasil.” [3]

A escola Rhema é de caráter interdenominacional e já formou mais de 30.000 alunos pelo mundo. Hagin produziu mais de 130 livros sobre a Confissão Positiva e são mais de 60 milhões de obras espalhadas pelo planeta. No ano de 2003, Kenneth Hagin faleceu e todo o seu patrimônio assim como seus ensinos deram continuidade com o seu filho, Kenneth Hagin, Jr.

É uma pena que milhões de evangélicos deem credito para uma dos maiores falsos mestres de todos os tempos. O poder do engano continuará seguindo o seu curso até a vinda de Cristo. Estejamos preparados.

VÍDEO: 
Veja no vídeo abaixo uma “ministração” de Kenneth Hagin. Muita histeria e nada do Evangelho.

Ter fé em Deus é bom para a Pátria?

Ter fé em Deus é bom para a Pátria?

D. Odilo P. Scherer - O Estado de S.Paulo - 10/09/11

A comemoração do Dia da Pátria, no aniversário da independência do Brasil, sugere uma reflexão sobre a relação entre Pátria e fé em Deus. A questão pode parecer inócua, mas não é, sobretudo quando pensamos em "partidos religiosos", ou em ideologias político-religiosas, que promovem violência em nome de Deus e se impõem, como totalitarismo asfixiante, sobre toda uma nação. É inegável que existem várias lamentáveis instrumentalizações da religião para fins não próprios dela. Proponho minha reflexão a partir da posição da Igreja Católica Apostólica Romana.
Tomemos a noção de "fé em Deus" não como algo genérico ou subjetivo, mas relacionada com um corpo de doutrinas, elaborado e professado oficialmente por determinada religião; afirmações e interpretações pessoais não podem ser atribuídas ao grupo religioso como um todo. A fé em Deus professada pela Igreja Católica está definida e explicada oficialmente no Catecismo da Igreja Católica; outros textos do Magistério eclesiástico explicitam ainda mais determinados aspectos da sua fé.
A comunidade política e a comunidade religiosa, embora se exprimam por estruturas visíveis, por vezes semelhantes, são de natureza bem diversa, quer pela sua configuração, quer, sobretudo, pela sua finalidade. São independentes e autônomas. A Igreja organiza-se com formas aptas a satisfazer as exigências espirituais dos seus fiéis e não pretende substituir-se ao Estado, ou à comunidade política; reconhece e respeita a competência desta para gerar relações e instituições para o serviço do bem comum temporal.
Portanto, a laicidade do Estado, entendida como separação de Poderes, autonomia e respeito pelas competências próprias de Estado e Igreja, fica plenamente preservada. Isso é bom, contanto que essa laicidade não seja usada como álibi para a imposição, aos cidadãos, da não religião como postura oficial, para cercear a liberdade religiosa, ou para discriminar cidadãos em função de suas convicções de fé. Compete ao Estado assegurar a todos os seus membros a liberdade de crer, ou não crer, e de expressar a sua fé, se forem religiosos.
Tenho plena convicção de que fé em Deus e amor à Pátria não se excluem, muito pelo contrário! Um bom cristão deve ser também um bom cidadão. Um mau cidadão, certamente, não é um bom cristão. Como pessoas de fé, estamos conscientes de que "não temos neste mundo pátria definitiva, mas estamos a caminho da que há de vir" (cf. Hb 13,14); mas também temos clara consciência de sermos membros de uma Pátria neste mundo; somos parte de um povo, com o qual nos identificamos e com cujo bem estamos - e devemos estar - inteiramente comprometidos.
Nossa convicção de fé, como cristãos e católicos, não pode ser desvinculada da edificação da comunidade humana, da qual fazemos parte. O ensino social da Igreja oferece as diretrizes para traduzir as luzes e os valores do Evangelho do Reino de Deus para o viver e agir quotidiano. Karl Marx - e outros com ele - interpretou de maneira equivocada o potencial da fé religiosa para a vida de um povo, ao qualificar, de modo simplista, a religião como ópio do povo...
Além de cumprirem os seus deveres cívicos, como os demais cidadãos, as pessoas de fé têm uma contribuição própria a dar para o bem da Pátria. A fé em Deus, bem entendida e manifestada publicamente, com suas convicções traduzidas em antropologia, moral e cultura, pode representar uma contribuição fundamental para o bem comum. Da fé em Deus decorre uma valiosa compreensão da pessoa e sua existência, do mundo e do convívio social, da economia e de todas as atividades humanas. Decorre também um alto conceito de dignidade da pessoa e de seus direitos inalienáveis, bem como um embasamento sólido para práticas de respeito, justiça e honestidade, tão necessárias ao convívio humano e às relações sociais.
A fé em Deus também é capaz de despertar e sustentar belas ações de caridade, compaixão e solidariedade; dificilmente nossas organizações religiosas deixam de estar ligadas a iniciativas de beneficência, de grande importância social, como obras sociais, escolas, hospitais e lugares de acolhida e cuidado de pessoas esquecidas ou rejeitadas pela sociedade. A fé em Deus, quando verdadeira, leva a uma aproximação sempre maior do Mistério Sublime e ao enlevo ante sua beleza - nasceram daí, e continuam a nascer, tantas expressões artísticas! E a esperança, decorrente da fé em Deus, longe de alienar das realidades presentes, é fonte de energias para enfrentar os desafios e as tarefas desta vida.
Na antropologia cristã, além disso, está presente aquilo que a globalização vai trazendo sempre mais à luz: nossa pertença a uma única família humana, à qual estamos ligados de maneira solidária. Cremos num único Deus e Pai de toda a humanidade; ele quer o bem de todos os filhos e que vivam como irmãos e em paz. Um povo não pode ser indiferente aos outros, nem deixar de se interessar pela sorte sempre mais compartilhada por todos os membros da comunidade humana. Limites territoriais, tradições culturais, diferenças raciais, heranças históricas e interesses econômicos, em vez de contrapostos, deveriam ser cada vez mais conjugados e harmonizados.
Quando se dá espaço para Deus, também o homem ganha importância; sua dignidade, seus direitos, a liberdade e o sentido de sua vida neste mundo não são diminuídos, mas iluminados e potencializados. A fé em Deus oferece bases sólidas para valores e virtudes que devem nortear a vida humana nas esferas privada e pública.
Ter fé em Deus e manifestá-la abertamente, indo às suas consequências éticas e culturais, é bom e faz bem à Pátria.
CARDEAL-ARCEBISPO DE SÃO PAULO

domingo, agosto 21, 2011

Um Cristão Admirável – George Müller

Um Cristão Admirável – George Müller

George Müller, nascido na Alemanha em 1805, tornou-se um cristão aos 20 anos de idade, após anos de turbulenta e rebelde adolescência. Ele tinha interesse em alcançar judeus e viajou a Londres para juntar-se à Sociedade Judaica de Missões. Lá ouviu sobre um rico dentista chamado Anthony Norris Groves que havia abandonado seu ofício para ir à Pérsia como missionário, dependendo de Deus para atender as suas necessidades.

Durante um breve descanso em 1829, no ocidente da Inglaterra, Müller encontrou e iniciou uma amizade para a vida toda com Henry Craik, que tinha sido tutor de Groves. Müller e Craik foram usados por Deus para fundar instituições, igrejas e associações que causaram impacto a centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo.

No ocidente da Inglaterra, Müller também se encontrou, casou-se com Mary Groves, uma irmã de Antony Norris Groves. Nessa ocasião, George havia abraçado totalmente os princípios da igreja seguidos pelos primeiros Irmãos. Ele foi além da maioria deles em sua política quanto ao dinheiro. Por exemplo: ele não aceitava ofertas quando saia para pregar, temendo dar a impressão que pregava por dinheiro. Quando ele rejeitava as ofertas, as pessoas algumas vezes queriam pô-las a força dentro do seu bolso, então ele fugia. Um homem "lutou" com Müller até que ele aceitasse o dinheiro que o mesmo queria lhe dar!


MÜLLER E O DINHEIRO

Müller criou um regulamento fixo em que nem ele nem seus auxiliares jamais deveriam pedir a qualquer indivíduo qualquer coisa em particular, para "que a mão do Senhor pudesse ser claramente vista". Mas ele pedia ao Senhor que movesse pessoas para ofertar. Uma vez, quando um homem fez um grande donativo, Müller, muito satisfeito, visitou-o para agradecer; então mostrou ao homem a anotação em seu diário quando, meses antes, começou a rogar a Deus que aquele homem pudesse dar aquela quantia específica!

O historiador Roy Coad observa, todavia, que "a lenda popular" tem escondido um tanto da natureza prática de Müller. "A lenda enfatiza um lado da moeda: a intensidade da confiança de Müller. Muitas vezes o outro lado tem sido esquecido – que os fundos para suprir a necessidade vieram de homens e mulheres que eram coparticipantes com Müller de sua fé em Deus”.

Reflexão

“Nunca me lembro, em toda a minha trajetória cristã, de um longo período (em março de 1985) de 69 anos e quatro meses, de não ter procurado, sincera e honestamente, saber o desejo de Deus nos ensinamentos do Espírito Santo, com o auxílio da Palavra de Deus, mas sempre fui corretamente direcionado.

Mas se faltar a honestidade de coração e a lealdade a Deus, ou se não esperar pacientemente pelas instruções de Deus, ou preferir o conselho do homem, meu companheiro, em vez das declarações da Palavra de Deus, estou cometendo um grave erro.” 
GEORGE MÜLLER

A. E. C. Brooks, compilador, Answers to Prayer, from George Muller´s Narratives (Moody Press, na folha de rosto)

quinta-feira, agosto 18, 2011

CHEGA DE COITADISMO… CHEGA DE BENÇOÍSMO…

CHEGA DE COITADISMO… CHEGA DE BENÇOÍSMO…

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 21.8.11

Tempos atrás escrevi a pastoral intitulada “Vender não pode, comprar pode”. Nela disse não entender por que vender drogas é crime, e comprá-las, não. O vendedor é criminoso e o comprador é um doente, um coitado. Sem apologizar drogas (é só ler a pastoral), perguntei se o vendedor não seria um farmacêutico vendendo o remédio necessário.
O psiquiatra e escritor inglês Anthony Daniels deu entrevista à “Veja”, sob o sugestivo título “Eles têm culpa, sim”. Ele critica a vitimização da pessoa que usa drogas. E defende a responsabilização dos viciados. São pessoas que fizeram opções. Ele chama os intelectuais que defendem a vitimização de “desonestos” (eu chamo de ingênuos), e diz algo que eu disse em vários artigos: a influência do Iluminismo e de Rousseau, falando sobre a bondade do homem: o homem é bom, puro, e a sociedade é que o corrompe.
Diz Daniels: “Não sou religioso, mas considero a visão cristã de que o homem nasce com o pecado original mais realista”. Se ele é religioso ou não, não vem ao caso. O que vem ao caso é que o cristianismo é lúcido, coerente e é a única visão de vida completa.
Boa parte do caos da sociedade é que as igrejas pararam de pregar sobre o pecado e chamar as pessoas ao arrependimento. É só bênção! Tudo para atrair as pessoas. Querem fidelizar clientes e não anunciar “todo o conselho de Deus” (At 20.27). Os homens precisam se arrepender de seus pecados. “Arrependei-vos e crede” foi  a pregação do Batista (Mt 3.2), de Jesus (Mt 4.17), e da igreja primitiva (At 2.38).
Pastores e igrejas que pregam bênçãos ao invés de pregarem o arrependimento dos pecados e a fé em Jesus estão indo contra a Bíblia, prejudicam os pecadores, e iludem-se a si mesmos. Estão mais preocupados consigo, com seus ministérios, inchando-os e tornando-se figurões, que com o destino final dos pecadores.  A maior necessidade do ser humano é de ser perdoado por Deus e acertar a vida com ele. “Não há paz para os ímpios”(Is 48.22).
A mesma revista publicou, tempos atrás, entrevista com o pensador Luiz Pondé. Inspirou-me a pastoral “Santos entre taças de vinho”. O filósofo, não cristão,  ressaltou o valor da doutrina cristã do pecado e da presença do mal na vida das pessoas. É curioso que não cristãos estejam vendo o que igrejas e pastores não veem: é preciso advertir as pessoas sobre o pecado e sobre o poder do mal. Quando homens sem Deus têm mais lucidez espiritual que os homens de Deus, estes precisam consertar seus passos.
Chega de coitadismo! O homem é pecador e é responsável por sua vida. E chega de bençoísmo! A mensagem que a igreja deve pregar é a de chamar as pessoas a se reconciliarem com Deus!

domingo, julho 10, 2011

Reflexão

Estamos dispostos a obedecer integralmente ao Pai ou estabelecemos um limite de atuação, assumindo as rédeas da vida em alguns assuntos que julgamos ser apenas do nosso alvitre?
Sondamos até o máximo possível a vontade do Pai?
Ou nos conformamos com a visão distorcida da imagem no espelho, como um enigma?
Por que Deus nos conhece de uma forma PLENA!

quarta-feira, junho 15, 2011

Aborto é CRIME!

Mesmo quando eu não tinha religião, eu já era frontalmente contra o ABORTO. Considero-o um crime muito cruel, onde a vítima não tem defesa. É claro que há as situações excepcionadas em Lei e devemos entender tais atenuantes. No entanto, ter relações sexuais sem qualquer cuidado ou compromisso, podendo resultar na prática do aborto, não aceito. Pensar e tomar os cuidados ANTES e não cometer um CRIME depois! 

Não é possível relativizar a vida a uma simples escolha pessoal de uso do corpo. Pura balela e discurso ilógico que já virou refrão!

As mulheres precisam refletir muito sobre isso. As responsabilidades de uma relação sexual são duplas, não adianta querer forçar outro entendimento. Estou cansada de ver mulheres pagando um alto preço por um entendimento totalmente canhestro do que vem a ser a conquista da mulher por um patamar de reconhecimento intelectual e profissional na sociedade. 

Há mulheres que se arriscam a uma vida livre de costumes, sem o devido cuidado, achando que estão sendo "modernas " ou contemporâneas e na realidade são muito mais joguetes do homem, pois aceitam o risco da concepção a fim de não perder o seu homem. 

Quanta incompreensão do que é ser realmente mulher!


Dody Fernández

sexta-feira, maio 20, 2011

Sensibilidade

Sensibilidade
As pessoas sensíveis, as que realmente se emocionam com os fatos da vida, especialmente os acontecimentos mais simples – como uma flor desabrochando, o sorriso de uma criança, namorados em troca de afetos - são as mais incompreendidas e as que talvez mais sofram. Por serem mais transparentes, a sua leitura é fácil, não há dissimulação, escapes ou desvios. É gente que não suporta jogos que escondam boas ou más intenções, pelo simples fato de que são jogos, situações artificiais, manipulações mentais.
E por serem assim fazem com que os mais frios, mais egoístas, se sintam no direito de confrontá-los de forma indelicada, rude, mostrando muitas vezes na ingratidão, injustiça ou traição, a sua real face.
O sentimento da amizade, da mesma maneira que o amor, é algo que não flui se não for compartilhado. Ninguém é feliz ofertando afeto e recebendo recusa, indiferença, ou então amando sem ser amado.
De que adianta doar-se por completo, no maior limite que é possível a um ser humano e sequer ser respeitado?
Parece que algumas pessoas temem perder de si apenas os mais ardilosos, os que se permitem brinquedos perigosos, que driblam com ironia as mais importantes vigilâncias. Com essas pessoas, não se atrevem a retrucar, censurar. E até mesmo aderem a tais comportamentos duvidosos e incompatíveis com a vida cristã na sua prática diária.
Há quem se diga autêntico, mas só compreendemos as suas reais intenções através dos atos e do simbolismo que neles está contido, pois são imperceptíveis aos contatos mais superficiais.
Porém, apesar de tudo, não desisto de ser como sou. Recuso-me a violentar a minha natureza tão esculpida pelos fatos vividos de forma intensa, pelo maravilhoso encontro com a Graça que me repaginou por completo, em ação que é contínua, transformando e pacificando meu interior antes tão impaciente, duro, exigente.
Não basta escrever poesias. Mesmo quando as poesias são exercícios de sonhos que não retratam um compromisso com a realidade vivida, ela necessita ser efetivamente sentida! Angelus Silésius, místico medieval citado por Rubem Alves, para quem teologia era poesia, assim escreveu:
O homem tem dois olhos
Um somente vê o que se move no tempo que passa.
O outro,
Aquilo que é divino e eterno.
A estrada do sentir implica sempre cuidados e muita suavidade. Não é um terreno fácil, não foi feito para quem não consegue compreender a beleza encontrada na simplicidade dos sentimentos, não é terreno cultivado com carinho e doçura,  para ser trilhado por quem se acostumou a pisar nas flores!
Dody Fernández

quinta-feira, maio 12, 2011

Cristã-pensante sempre!

Não consigo entender alguém que se diz cristão e não pratica a FÉ, com COMPAIXÃO e o AMOR que JESUS pregou.
Eu estou há alguns anos sem poder ir à Igreja, cuidando de minha mãe com Alzheimer, e sabe quantas visitas recebi, seja de membros da Igreja ou do Pastor? Uma apenas, protocolar.
E pior ainda, amigos que passaram pela porta do hospital onde minha mãe esteve internada e eu lá sozinha com ela, futuros pastores, não se deram ao trabalho de fazer um pit-stop na sua caminhada para o lazer e realizar uma visita, orar comigo.
Mas vou continuar usando o termo cristã-pensante, por mais que agora cismem com ele, sou cristã e penso!
De vez em quando inventam uma nova "regra" do que não se pode usar como termos aceitáveis.
Como sempre fui guerreira, vou me insubordinar. Cristã-pensante sempre!

quarta-feira, maio 11, 2011

Simples, assim sem teologização!

SIMPLES, ASSIM! SEM TEOLOGIZAÇÃO!

Certa vez Filipe estava caminhando por uma estrada e Deus mandou que ele mudasse de direção.
Filipe obedeceu, mesmo sem saber o motivo da ordem de Deus.
No outro caminho, Filipe encontrou um homem em sua carruagem, lendo a Bíblia.
Filipe chegou perto e perguntou se ele entendia o que estava lendo.
O etíope respondeu que lia, mas não entendia nada.
Então Filipe subiu na carruagem e começou a explicar o texto para ele.
O texto falava que Jesus era o Salvador, que veio ao mundo, morreu na cruz para salvar todos os que acreditarem (crer) Nele.
O homem entendeu, aceitou a salvação e pediu para ser batizado.
Filipe o batizou e ele seguiu o seu caminho, muito feliz por ter entendido a Palavra de Deus.

O Tempo e seus Mistérios!

Ah! Se fosse dona do meu tempo, se pudesse escolher onde ir, a que horas poder marcar compromissos ou apenas simplesmente sair de casa!
Quando temos todo o tempo do mundo, não pensamos que um dia podemos ter nossa rotina modificada tão abruptamente e usamos nosso tempo tão mal, sem refletir, sem pensar em realizar as coisas que realmente contam para a vida!
Esquecemos, em prol de projetos tão mirabolantes, de tantas pessoas ou coisas que jamais deveriam estar em segundo plano, pois não somos os proprietários do tempo e há situações que não podem ser revertidas.
A cada dia mais prezo a liberdade de ir e vir!

Reflexão - Decepção

Decepção não fere apenas.
Mata de desgosto pela ingratidão!
É muito fácil gostar dos que somente brincam, se fazem de loucos - espertos e não têm o compromisso diário com as lutas em causa de alguém.
Escrever sobre é uma coisa, lutar diariamente junto nos bons e terríveis momentos é outra coisa MUITO diferente!

Reflexão

Que me desculpem os amigos não crentes.
Mas cansei dos crentes nominais, aqueles que NÃO enxergam o PRÓXIMO que está na sua frente, sozinho na sua dor, que só entendem ser crente para eventos e falação teológica e ZERO de prática de Fé e Compaixão!

Reflexão

Há dias em que a consciência nos aponta o quão profundamente humanos e miseráveis nós somos que trememos e ao mesmo tempo nos rejubilamos diante da maravilhosa Graça que nos sustenta!

quarta-feira, abril 27, 2011

O problema não é o pensar!

O problema não é o pensar.
Pensar faz muito bem, especialmente quando se dá a oportunidade de refletir sobre o que dizem os que pensam diferente.
Mas de que adianta pensar, refletir e falar se a prática da Fé carece de fundamento no mandamento maior: Amar ao próximo como a si mesmo!
Como aceitar as ideias de quem não exercita a compreensão do sofrimento alheio, a compaixão?
Com esse divórcio do Evangelho de Cristo, não há quem possa querer credibilidade.